O banquete, explicado
O lovo: como um forno de terra fijiano cozinha realmente um banquete
Pedras quentes, folhas em camadas e uma ou duas horas enterradas no subsolo — como é realmente confeccionado o jantar desta noite, do poço ao prato.
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| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| Pedras | Pedras do rio aquecidas numa cova até ficarem a fumegar |
| Camada | Folhas de bananeira, depois tubérculos, depois carne e peixe embrulhados, depois palusami |
| Selar | Mais folhas, depois enterrado sob a terra |
| Levantar | Descoberto após algumas horas |
| Servir | Diretamente das folhas para a mesa |
Um forno sem metal
Um lovo começa como uma cova aberta na terra, cheia de pedras de rio e queimada até as próprias pedras ficarem a fumegar de tão quentes. Não há porta de forno, nem botão, nem resistência — as pedras são a única fonte de calor, e tudo o que se segue depende de quão bem foram aquecidas antecipadamente.
A ordem das camadas é fundamental
Depois de as pedras quentes serem cobertas com uma camada de folhas de bananeira ou de palmeira, os alimentos entram por tipo: os tubérculos como o taro (dalo) e a mandioca vão primeiro, mais perto do calor, pois são os que levam mais tempo a cozinhar. O frango, o porco e o peixe embrulhados em folhas vão a seguir, e o palusami — folhas de taro recheadas com leite de coco e cebola — fica por cima, onde o calor é mais suave.
Enterrado, não vigiado
Depois de mais folhas por cima, todo o monte é enterrado sob terra ou areia para selar o calor por completo. A partir daí, não há nada para abrir, verificar ou virar — o lovo cozinha-se sozinho debaixo da terra durante algumas horas, enquanto o resto do programa da noite decorre por cima.
Porque sabe de forma diferente
Os alimentos cozinhados desta forma ganham um carácter fumado e terroso que um forno ou um churrasco não produzem — uma mistura do embrulho em folhas, do calor direto das pedras e do tempo de cozedura lento e selado. É por isso que um jantar lovo se afirma como um prato distinto e não apenas uma variação de assado.
Levantado a meio da noite, não no início
Como o lovo precisa de algumas horas debaixo da terra, é normalmente enterrado antes de os convidados chegarem e levantado a meio do programa — durante a cerimónia do kava ou na parte inicial do espetáculo, e não no momento em que se senta à mesa. Esse timing é parte da razão pela qual a noite decorre na ordem que decorre.